Ricardo Magro hasteia a Bandeira Branca para baratear combustíveis

05/04/2017

Mesmo incipiente, está sendo articulada na Câmara dos Deputados uma frente parlamentar vinculado ao setor de petróleo para trabalhar em prol da atuação dos postos chamados de “Bandeira Branca”, aqueles que não têm vínculos com as grandes marcas de combustíveis. O advogado Ricardo Magro, profundo conhecedor do setor, é um dos entusiastas da modalidade.

Segundo um dos idealizadores da frente, a ideia é desintoxicar o debate, zerar a bomba do preconceito e aumentar a octanagem para que os postos de gasolina tenham mais liberdade e seletividade para adquirir combustíveis e, dessa forma, baratear os preços finais para o consumidor. “É preciso reabrir esse debate que foi adulterado voluntariamente no passado pelas redes de combustíveis. É exatamente o que aconteceu com o medicamento genérico. Quando foi abolida a marca que conhecemos publicitariamente, os preços foram reduzidos à metade”, alerta o parlamentar que prefere o anonimato.

As grandes redes distribuidoras de derivados de petróleo estão, cada vez mais, fazendo exigências desproporcionais a seus postos de gasolina. Muitos deles estão preferindo optar pela “Bandeira Branca” para redução de custos e ampliação da concorrência. Nesses postos os custos são bem menores, o que favorece o preço final na bomba. A operação independente, também chamada de “Bandeira Branca” permite aos postos adquirir combustíveis de várias outras distribuidoras de combustíveis autônomas, com preços mais razoáveis, mantendo porém a mesma qualidade. Isso porque são mais constantes os testes de qualidade.

Segundo o própria Fecombustíveis, os postos conhecidos como “Bandeira Branca”, representam 40,7% dos mais de 39 mil postos existentes no Brasil. Já de acordo com a ANP, são 42 mil postos, sendo que 35% (16.600) são de “Bandeira Branca”. O posto de “Bandeira Branca” teve sua origem no início da década de 90, quando os preços dos combustíveis deixaram de ser tabelados e esse novo player do mercado foi fundamental para controlar a escalada de aumento dos preços.

“Acompanhei esse momento histórico tanto no âmbito jurídico quanto fático, já que meu pai era proprietário de um posto e já militava na advocacia neste segmento. O ‘Bandeira Branca’ foi revolucionário e estratégico. Lamento apenas que os empresários não tenham se articulado melhor para defender e preservar a imagem do ‘Bandeira Branca’. Estou convencido, porém, que isso vai mudar”, aposta Ricardo Magro, que defende os interesses da Refinaria de Manguinhos.

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