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Ricardo Magro alerta para “apagão” no fornecimento de combustíveis

19/05/2017

O advogado e especialista no ramo de combustíveisRicardo Magro, externou a preocupação com um potencial colapso no fornecimento de combustíveis no Brasil nos próximos anos. O argumento de Magro, calçado na perspectiva de melhoria do cenário econômico, projeta uma deficiência no espaço de infraestrutura para importação.

O Brasil atualmente está importando perto de 400 mil barris dias de combustível. Este volume vem tomando o limite do espaço existente no Brasil para importação de derivados. Desta forma, havendo crescimento da economia, que implique em um consumo maior de combustíveis, certamente existe o risco de um apagão no fornecimento”, sustenta Magro.

O advogado Ricardo Magro explica ainda que houve mudanças relevantes no perfil das importações brasileiras de combustíveis. Ele lembra que até o final de 2014, período no qual o combustível era subsidiado, a Petrobrás importava e arcava com eventuais prejuízos, já que vendia o produto por um preço abaixo da aquisição. Nesse período, assinala Magro, as distribuidoras que compravam da Petrobrás mantiveram as margens de lucro e cresceram.

Ricardo Magro : « os lucros foram transferidos para as distribuidoras »

A Petrobrás, relembra Magro, subsidiava e as distribuidores aumentavam as margens de lucro e o consumidor não era beneficiado. Agora, frisa o advogado, os lucros foram transferidos para as distribuidoras, especialmente as de grande porte, já que as mesmas detêm maior capacidade de importação.

É inadmissível que essas distribuidoras sempre ganhem. Antes, quando havia o subsídio e prejuízo para Petrobrás, ganhavam. Agora que a importação virou um bom negócio começaram a importar e seguem ganhando. O governo precisa pedir contrapartidas dos grandes importadores em, por exemplo, investimentos de infraestrutura, seja portuária ou até mesmo em produção. Não é possível esses lucros desproporcionais sem contra partidas”, cobrou Ricardo Magro.

 

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